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MARIA - M~ÃE DE JESUS CRISTO

No Gólgota

 

 

         Uma chuva pesada cai sobre Jerusalém, Maria amparada pelo apóstolo João, por Maria Madalena, Maria Cléofas e Maria Salomé desce a colina do gólgota. Todos em silêncio, não há palavras para descrever o terrível momento que acabaram de presenciar. Maria, mãe de Jesus, vive sua maior provação. Como acreditar que seu filho unigênito, teria esse fim. Ela nunca imaginou ver seu prometido filho, morto e pendurado em uma infame cruz. Depois de tantas promessas, tantas boas novas, ver seu filho condenado a uma morte infame. A crucificação era reservada aos escravos, aos criminosos mais cruéis, ladrões, traidores e rebeldes. Jesus não era nada disso, era de verdade um homem santo. Maria carregou o menino Jesus em sua barriga durante longos meses, em seu colo durante muito tempo, o seu menino que veio ao mundo em nome do amor e da fé.  Maria não consegue olhar para trás. Não quer ver o corpo de Jesus preso a cruz. As lágrimas rolam em seu rosto. Seus pés não sentem o chão. Ela sente os pingos de chuva atravessando o manto azul que cola em seu corpo.

          O coração está em pedaços, não fosse o apoio das três Marias e do Apóstolo João ela não teria resistido a tudo que passou nas últimas horas. Como suportar a dor de ver seu filho arrastando a enorme cruz, sob o estalar de chicotes dos soldados romanos, ver os pregos atravessarem sua mão, o sangue escorrendo na madeira no momento em que estava sendo preso a cruz. O desespero de vê-lo erguido sem a menor compaixão. Foi preciso muita força para assistir de perto um espetáculo horrendo e bárbaro. Maria assistiu tudo em silêncio, não podia se manifestar para não ser levada para longe de seu filho. Suportou tudo. Jesus suou sangue em suas ultimas horas de vida, Maria derramou lágrimas de sangue.

          Aos pés da cruz, rezou sem parar, pedindo a Deus que o libertasse, que cessasse o seu sofrimento. Viu o seu filho amado nos últimos momentos ainda ter força para dizer em voz alta: “Meu Pai, Pai meu, por que me abandonou”.  Maria estava pensando o mesmo. Por que depois de tantas promessas Deus deixou seu filho passar por tudo isso. Ela jamais esqueceu o Anjo Gabriel, que disse que anunciou que ela teria um menino, a quem chamaria Jesus. Um menino que seria grande seria chamado Filho do Altíssimo e que Deus lhe daria o trono do Rei David. Um menino que governaria sobre a descendência de Israel para sempre e o seu reino jamais teria fim. Logo em seguida Jesus mostra a sua grandeza ao dizer; “Pai, perdoa, porque eles não sabem o que fazem”. 

          Maria chora profundamente, sua cabeça não para, até o ultimo momento seu coração de mãe acreditou que tudo poderia ser diferente. Que o Anjo Gabriel viria para anunciar a redenção de seu filho. Que ao ser julgado sairia do palácio andando e voltaria a caminhar pelas ruas de Jerusalém. Que ele seria seguido pelos apóstolos e todo o povo, que reinaria finalmente no trono de Davi.

         Mas Jesus nos últimos momento diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Está consumado!”. Não restava mais nada para Maria. Ela abraça João e lembra-se da profecia de Simeão anos antes: “E quanto a ti, uma espada de dor transpassará a tua alma”. 

                                                                          Ed Paes

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