• Ed Paes

Querelas do Aldir Blanc


Tá lá o corpo estendido no chão de estrelas da música popular brasileira, assim poderia ser a manchete dos jornais populares anunciando a partida de Aldir Blanc, um dos maiores letristas do Brasil.

Durante o início da pandemia do Covid 19, com o surto de autoritarismo dos pequenos ditadores de nossos estados e cidades, não me saia da cabeça os versos de Aldir Blanc. “Não põe corda no meu bloco/Nem vem com teu carro-chefe/Não dá ordem ao pessoal” e no final “Que sacuda e arrebente/O cordão de isolamento”. Não postei, porque evito postar assuntos controversos e o Corona é um campo minado. Portanto, voltemos ao Aldir Blanc. Nem quero falar de sua morte, porque na verdade o Aldir Blanc letrista não morre, pois a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista, tem que continuar.

A parceria de Aldir Blanc com João Bosco rendeu grande canções e quando a incompatibilidade de gênios os separou, Aldir Blanc produziu belas canções com diversos parceiros. A versão de Amarillo by morning (Entre a serpente e a estrela), Resposta ao Tempo e Ave Rara são letras que mais gosto dessa fase.

Para finalizar deixo seus versos “As pobres coisas que eu sei/podem morrer, mas espero/como se houvesse um sinal, sem sair do amarelo”. Aldir Blanc, agora liberto da matéria e das amarras ideológicas avance no sinal verde da eternidade.


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